terça-feira, 17 de agosto de 2010

o senhor dos rodoanéis.

"O Rodoanel Mário Covas (SP-21), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel é uma auto-estrada de 177 quilometros, duas pistas e seis faixas de rodagem que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões oriundos do norte e sul do Brasil e que hoje cruzam as duas vias urbanas marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego vem provocando uma grave situação de congestionamentos." - Wikipédia.

13 de Agosto de 2010. Zafira prata 2009. Claúdia e Marcos estão na via SP-21 com destino a Ubatuba. Aproveitando a mais nova aquisição rodoviária de São Paulo, ambos estão felizes por não ter que curzar a cidade mais congestionada do país para ter que passar um final de semana em sua casa de veraneio. São 19:40 da noite e a estrada, por incrivel que pareça, está vazia. Se amando muito, os dois passa vinte minutos na rodovia expressa. Só 20 minutos. Eis que surge uma viatura policial á sua traseira. Eles sem entender muito a situação vão em direção ao mais próximo acostamento. Param o carro. Sai de dentro da viatura, mais atrás, dois policiais. Um, perto da guarnição o outro, claro, vai falar com o...
- E aí chefia? - Diz o policial com um sorriso no rosto.
- Qual o problema seu guarda? - Pergunta Marcos ao volante um tanto intimidade.
- Calma rapaz... Só vim conversar com você. Tem problema? Se tiver eu entro na viatura e vou embora!
- Não, não. Por favor, em que posso ajudá-lo? - Pergunta Marcos já sacando qual era a intenção do guarda.
- O problema é que o meu companheiro ali, cabo Inácio (aponta pro cabo mais atrás) acha que tem alguma irregularidade no carro de vocês, eu disse que não, mas ele disse que tinha. Então, pra não contrariar o companheiro ali, eu resolvi parar, só pra saber se estava tudo em ordem. - Explica o guarda.
- Tudo bem? O que eu preciso fazer então?
- Primeiro eu queria algumas respostas. Pode ser?
- Claro.
- Pra onde vocês estão indo?
- Pra nossa casa de veraneio. Em Ubatuba.
- Vocês são casados?
- Noivos. - Diz Claudia no banco do carona.
- Entendi. Isso explica o anel na mão direita dela. Quantos você tem querido?
- 27.
- Perfeito. E vem cá querido, tem alguma coisa no seu carro que não deveria estar no seu carro?
- Não. De forma alguma.
- Se importa se o meu companheiro averiguar a sua mala?
- Não.
Mal Marcos respondeu e o cabo Inácio já abria a sua mala.
- Não falei? i quilo de maconha!
- Como é que é? - Diz Marcos assustado, já saindo do carro.
- Isso mesmo que você ouviu. Um quilo de maconha! - Diz cabo Inácio jogando a droga no chão, a frente de Marcos.
- Mas isso não é meu! Eu nem fumo!
- Que absurdo! - Esbraveja Claudia aterroriazada, saindo do veículo também.
- Um quilo não é nem papo de usuário, é papo de traficante! - Diz o guarda.
- Isso não é não tava no meu carro! - Diz Marcos.
- O senhor está querendo insunuar que eu implantei a drgoa no seu porta-malas? Eu?? Um policial honesto, íntegro, responsável por essa rodovia, um verdadeiro senhor do rodoanel? - Pergunta cabo Inácio com a mão na pistola localizada na cintura.
- Não, que isso! Eu estou querendo me explicar! - Tenta se redimir Marcos.
- Calma amor. Ficar aqui discutindo com eles não vai resolver. - Diz a noiva.
- Eu também acho. - Diz o guarda.
- Então? Como a gente pode resolver isso? - Pergunta Claudia.
- O anel. - diz o cabo Inácio.
- Que anel? - Pergunta Marcos.
- O que você deu de noivado pra sua mulher. Sabe... Eu também to querendo pedir a minha namorada em noivado...
- Você tá maluco! - Grita Marcos.
- Calma amor. - diz Claudia retirando o anel da mão. - Deixa eles irem. - E entrega aos guardas, que nem agradessem e vão se retirando.
- Eu não acredito que você fez isso! - Diz Marcos.
- Calma amor. Ainda temos a maconha. - Diz Claudia.
- E daí? Essa maconha não é nossa Claudia! A gente nem fuma.
- Ah amor... Um quilo muita coisa... A gente pode vender.... - Diz Claudia.
Marcos pega a maconha do chão, e vai embora. Em direção a Ubatuba.


por alberto szafran.

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