quarta-feira, 18 de agosto de 2010

artigo 1 - eleições.

Detesto eleições. Sempre acredito que faço amigos íntimos onde posso dividir meu segredos, contar as mais inusitadas situações e depois de um breve período de tempo, ele somem. Somem e só reaparecem quatro anos depois.
Eles fazem você pensar que cresceram contigo, dividiram suas tristezas, compartilharam suas alegrias. É um show de demagogia. "Porque eu vou representar você em Brasília", "Porque você merece mais, meu caro eleitor!". O candidato não sabe nem quem está assistindo ao video, não tem nem idéia onde está passando  e já lhes promete defender os seus direitos. E se isso estiver passando na televisão de um presídio? Em pleno banho de sol? E se estiver passando no meio de uma reunião da OPD? (Organização dos Pedófilos Brasileiros) Ele promete "vou te defender até a morte!" Por isso eu fico tão tentado com esses candidatos. Parece que eles sabem os nossos segredos mais sombrios e não estão nem aí pra isso. Exemplo: "Eu sei o que você passou! Por isso estou hoje aqui!" - Ou seja, ele está se candidatando porque sabe o que você passou. Ele é quase um amante seu. Ele pede o seu voto como quem pede para que pague as suas contas! Talvez seja essa a inteção mesmo... Nós estamos pagando as suas contas...
Aí vem a parte sad do negócio... Eles somem! E só reaparecem quatro anos depois, como os seus melhores amigos novamente, prometendo os mesmo blá-blá-blás. O jogo então é votar em que menos parece ser o seu amigo. Talvez assim, a gente não sinta tanta falta daquela amizade passageira...


por alberto szafran.

----------x----------

Nenhum comentário:

Postar um comentário