Época de eleições é unica. Não só para os candidatos mas obviamente, para os eleitores também. Eu, como eleitor, aproveito a oportunidade para pesquisar não só o passado e as propostas daqueles que pretendo depositar meu voto, mas também os seus ideais e suas alianças. E infelizmente (ou felizmente) para mim, os ideais valem tanto quanto os primeiros critérios. Essa eleição foi difícil para decidir meu voto por que fiquei exatamente em dúvida sobre qual desses quesitos deveria prevalecer: o "melhor" passado ou a "melhor" ideologia. Fiquei com a ideologia.
Não depositei o meu voto em deputados que costumo elogiar por suas atuações na ALERJ, como o deputado Marcelo Freixo ou a deputada Cidinha Campos, simplesmente por estes serem de frente socialista. E o problema, eu explico agora. O Socialismo como teoria é fantástico. Prima pela organização, pela igualdade social e de oportunidades e pela liderança do povo, pelo povo, para o povo. Acontece que na prática, não é assim que ele funciona. Acredito que quando os primeiros pensadores revolucionários Karl Marx e Lênin esporam suas idéias, eles não tinham em mente que absolutamente TODOS os países que seguissem doutrinas socialistas viveriam em ditaduras militares. União Soviética, China, Cuba, Venezuela, entre outros países são exemplos perfeitos do que estou falando. O que era para ser uma organização baseada na igualdade acaba se tornando, uma ditadura com níveis absurdos de hierarquia e de governo, onde a população dificilmente têm acesso aos seus governantes e quase sempre medo das atitudes que os mesmos possam tomar em relação alguém que se opunha à eles. Não acredito que os deputados que citei acima tenham alguma relação com esse tipo de política e sei que são valorosos cidadãos, mas vestir a camisa de um estilo utópico de governo é algo que não me agrada, até pela velocidade em que andam as economias internacionais.
Vestir a camisa socialista, hoje, é dizer para os países que estão caminhando pra frente, o seguinte: "Oi?! Olha só, eu vou retroceder uns cento e cinquenta anos, mas depois eu vejo se consigo voltar!" Um país que quer progredir não pode adotar um pensamento socialista. E quando eu digo adotar, eu digo adotar mesmo, e não se esconder atrás de uma bandeira vermelha para angaria votos da esquerda e fazer totalmente diferente quando começa a governar. Hoje somos governados por um partido de esquerda, mas que felizmente toma atitudes de direita. E é isso que o nosso país precisa. Capitalismo. O ser humano é capital por natureza. Mesmo quando não tem dinheiro. E essa é a ordem natural das coisas. O consumo. Sim, eu defendo o consumo com unhas e dentes. Cada vez que nós compramos um produto ajudamos na economia tanto local quanto mundial. Sem citar a satisfação de possuir alguma coisa. O capitalismo gera a competição, fator extremamente importante para uma educação de qualidade. Hoje é quase inadmissível se conseguir um bom emprego sem saber falar inglês. Agora, você acha que a cinquenta anos atrás era assim? Não. Mas se você for a Rússia, país que parou politicamente no tempo com o comunismo por mais de cinquenta anos, a maioria da população não fala inglês. A China também. Coréia do Norte então, sem comentários. Não que seja um absurdo não ser poliglota, mas nós abrimos as portas para o capitalismo e nesse aspecto estamos á frente desses respectivos países. Portanto quero deixar claro, que dentro dos partidos socialistas, existem nomes valorosos, alguns até mais do que outros partidos de direita, mas adotar um ideal que parou no tempo significa regressão. E é por viver nesse "adorável mundo capitalista" que hoje eu posso escrever esse tipo de artigo, e você pode ler.
por alberto szafran.
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excelente
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